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Nova sede de arquivo da Unicamp ampliará capacidade do acervo e de atendimento

Por Jeverson Barbieri

Arquivo Edgard Leuenroth, que guarda um importante acervo de Ciências Humanas, passará de um espaço de 400 m2 para mais de 1000 m2; obra foi iniciada há oito anos

Em meados de março o antigo sonho do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp se tornará uma realidade. A inauguração da nova sede, prevista para o dia 21, permitirá que o Arquivo não só amplie sua capacidade de absorção de novos acervos em 30% como também aumentará a capacidade de atendimento a pesquisadores, passando dos atuais 19 para 50 lugares. “Sairemos de um espaço de 400 metros quadrados para um novo prédio com mais de mil metros quadrados, o que permitirá abrigar todas as atividades desenvolvidas pelo AEL com muito mais conforto”, afirmou a conservadora Maria Aparecida Remédio, uma das responsáveis pelo projeto. Atualmente, o AEL não tem condições de receber novos acervos por falta de espaço físico. O orçamento prevê que a obra consumirá recursos da ordem de R$ 3 milhões.

Iniciada em 2001 com verbas do Planejamento Estratégico (PEI), a obra ficou paralisada durante meses por conta da falência da construtora vencedora da concorrência. Para que a obra não sofresse mais prejuízos, a Unicamp, por meio da Coordenadoria de Infraestrutura (Cinfra), assumiu a obra e, segundo Maria Aparecida, fez um excelente trabalho. “A partir desse momento encaminhamos um projeto ao Ministério da Cultura (MinC), baseado na Lei Rouanet, contemplando nele tudo o que era necessário para finalizar a obra”, explicou a conservadora. Em um primeiro momento o MinC autorizou a captação de R$ 1.370 milhão para a finalização das obras civis e encaminhou para análise técnica as partes complementares como climatização, automação, informatização, mobiliário e jardinagem. “Felizmente conseguimos captar esse recurso junto à Petrobras, que entendeu a importância do projeto”, disse ela.

No entanto, como o projeto de climatização tinha que ser realizado juntamente com as obras, o AEL apresentou um projeto específico à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que autorizou a liberação de aproximadamente R$ 600 mil. Agora, com a autorização do MinC para a captação de R$ 1.700 milhão, Remédio acredita que mais uma vez uma grande empresa se sensibilizará pelo projeto. O AEL guarda acervos importantíssimos dos quais pode-se destacar Brasil Nunca Mais, Ibope e Teatro Oficina. No ano de 2008, a média mensal de pesquisadores que utilizaram os serviços do AEL ultrapassou a marca de 200.

Fonte: Jornal da Unicamp

 

Publicado em: 27/02/2009

 

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